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Terapia por Ondas de Choque: o que é, para quem serve e o que esperar do tratamento

20/04/20261min 57seg de leitura

Conheça uma das tecnologias mais eficazes para tratar dores crônicas sem cirurgia.

Se você sofre com dor crônica no calcanhar, no ombro, no cotovelo ou em tendões e foi informado sobre a 'terapia por ondas de choque', é natural ter dúvidas. O nome pode soar assustador, mas a realidade é bem diferente: trata-se de um tratamento não invasivo, seguro e com respaldo científico robusto para diversas condições ortopédicas. Vamos entender como funciona e quando ela é indicada.

O que é a terapia por ondas de choque?

A Terapia por Ondas de Choque Extracorpórea (ESWT, da sigla em inglês) utiliza pulsos de energia acústica (ondas sonoras de alta energia) direcionados para a área lesionada. Essas ondas estimulam a circulação local, promovem a regeneração de tecidos e têm um efeito analgésico natural.

Diferentemente do que o nome sugere, não é uma descarga elétrica: o paciente sente uma sensação de pressão rítmica, às vezes com um leve desconforto na área tratada. Mas nada que exija anestesia.

💡 Dica: A terapia é realizada de forma ambulatorial. Cada sessão dura entre 15 e 20 minutos, e o número de sessões varia conforme a condição tratada.

Para quem é indicada?

A terapia por ondas de choque tem indicação consolidada para diversas condições: esporão de calcâneo e fasciíte plantar (dor no calcanhar); tendinite do tendão de Aquiles; tendinite do manguito rotador (ombro); epicondilite lateral (cotovelo de tenista); tendinite patelar (joelho do saltador); calcificações em tendões; dores musculares crônicas e pontos de gatilho miofasciais. Em geral, é especialmente indicada quando o paciente já tentou outras abordagens conservadoras, como fisioterapia e anti-inflamatórios, sem resultado satisfatório.

💡 Dica: Ela também é uma excelente alternativa para pacientes que desejam evitar cirurgia ou que não são bons candidatos a procedimentos invasivos.

Como é o processo de tratamento?

O médico avalia o histórico do paciente, realiza exame clínico e, se necessário, solicita exames de imagem para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento. As sessões são agendadas com intervalos de 5 a 7 dias. Durante cada sessão, o equipamento é posicionado na área a ser tratada e os pulsos são aplicados com uma intensidade controlada. Após as sessões, é normal sentir um leve desconforto local por 24 a 48 horas. O que é sinal de que o processo regenerativo foi ativado.

💡 Dica: A maioria dos pacientes começa a notar melhora entre a 2ª e a 4ª sessão. A recuperação completa pode continuar acontecendo por semanas após o término do protocolo.

Existem contraindicações?

Sim, como qualquer procedimento médico, a terapia por ondas de choque tem contraindicações. Não é indicada para: gestantes; pacientes com distúrbios de coagulação ou em uso de anticoagulantes; presença de infecção ativa na área a ser tratada; tumores na região; crianças com cartilagens de crescimento abertas na área alvo. Por isso, a avaliação médica antes do tratamento é fundamental. A indicação precisa ser individualizada.

💡 Dica: Não inicie o tratamento por conta própria ou em clínicas sem supervisão médica. A correta identificação do diagnóstico é o primeiro passo para bons resultados.

A terapia por ondas de choque representa uma das maiores evoluções no tratamento de lesões ortopédicas crônicas nas últimas décadas. Com um perfil de segurança excelente, alta taxa de sucesso e sem necessidade de cirurgia ou afastamento prolongado, ela mudou a vida de milhares de pacientes que conviviam com dor há anos. Se você tem uma dessas condições, pode valer a pena conversar com seu médico sobre essa possibilidade.

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